Concurso da Polícia Legislativa entra em sua fase decisiva na Assembleia

Concurso da Polícia Legislativa entra em sua fase decisiva na Assembleia

Curso de formação abrange os 50 primeiros colocados no certame e terá carga horária de 250 horas

Os 50 primeiros colocados no concurso de Polícia Legislativa da Assembleia Legislativa do Espírito Santo começaram, nesta terça-feira (29), a última fase do certame, com a realização da aula inaugural do curso de formação, que é eliminatório. No final, somente ficarão os concorrentes considerados aptos.

Dos 50 convocados, 8 são mulheres. Três candidatos não compareceram à aula inaugural e serão notificados pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP), responsável pelo concurso, a formalizarem a desistência, segundo a coordenadora de cursos e treinamento Vanessa Moura. Feito isso, serão convocados mais três para completarem a turma.

A aula inaugural foi ministrada pelo diretor da Polícia Legislativa, tenente-coronel Ubirajara de Resende, e contou com a presença do diretor-geral da Assembleia, Miguel Pedro Amm Filho, que saudou os participantes em nome da Mesa Diretora.

O curso vai durar cinco semanas, num total de 250 horas. De acordo com Vanessa, essa fase não é classificatória  ou seja, a classificação alcançada pelos alunos convocados será mantida ao seu final. O objetivo do curso é considerar os candidatos aptos ou inaptos para o exercício da função. Essa avaliação, segundo a coordenadora, será feita por meio de prova teórica e de disciplina prática.

Tão logo o resultado do concurso seja homologado, começarão as contratações. De acordo com Miguel Amm Filho, de imediato serão contratados 15 policiais legislativos, podendo chegar a 20. Os demais ficarão na suplência.

Segundo o diretor da Polícia Legislativa, o quadro previsto é de 58 policiais de um total de 142 servidores no setor. O pessoal será assim distribuído: 6 na Assessoria Militar, 11 cargos em comissão, 25 analistas, os atuais 38 policiais legislativos e 62 policiais militares da reserva que atuam com base no convênio entre a Assembleia e a corporação.

Das 15 nomeações imediatas após a homologação, 9 vagas são de ampla concorrência e as outras 6 reservadas a cotas para negro/pardo/indígena e pessoa com deficiência.

Resende disse que a criação da Polícia Legislativa está prevista desde a primeira Constituição Federal, de 1824, citando a existência dos órgãos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

No Espírito Santo, a Ales criou a sua Polícia Legislativa por meio da Lei 12.030/2024, de 27 de fevereiro de 2024, sendo as funções ocupadas inicialmente por servidores efetivos que exerciam função correlata. O curso de formação permitirá a posse dos primeiros concursados especificamente para o cargo.

Duas câmaras municipais no Espírito Santo também têm Polícia Legislativa: Itapemirim, no sul do estado, e Colatina, no norte. O tenente-coronel disse que, nos próximos anos, deverá haver Polícia Legislativa em todos os 78 municípios.