Aprender na prática, tirar as ideias do papel e descobrir novas possibilidades. Essa é a proposta dos Laboratórios Maker da rede municipal de ensino de Cariacica, que aproximam os estudantes da ciência, tecnologia e inovação, além de estimular a criatividade, a autonomia e o trabalho em equipe.
O projeto começou a ser implantado em 2025, por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Cariacica e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O primeiro Laboratório Maker foi inaugurado em 28 de maio, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Virgílio Francisco Schwab, em Porto de Cariacica. Depois, a o projeto também chegou à EMEF Padre Anthonius Lute, que fica no bairro Nova Esperança.
Os espaços são equipados com ferramentas manuais, elétricas e a bateria, impressoras 3D, máquina de corte a laser CNC e outros recursos que permitem desenvolver diferentes projetos. Com isso, os alunos são incentivados a criar, experimentar, testar ideias e encontrar soluções para desafios, aprendendo de forma prática e colaborativa.
“Eu gosto muito do projeto porque me ajuda com muitas atividades, aprendo várias coisas boas e até participo de competições, que é algo que eu nunca pensei que participaria. O professor ensina muita coisa que não vemos em sala de aula, então é ótimo”, afirma a aluna Isabelly Vitória.
Outro aluno que também aproveita muito o espaço é o Luiz Bragança, que destaca como as ferramentas disponíveis são importantes no aprendizado e no futuro dos alunos. “Participar do Laboratório Maker abre diversas portas para o nosso futuro. Além de participar de diversas oficinas, conseguimos aprender novas matérias e temos a possibilidade de mexer com ferramentas e itens que nunca tivemos acesso antes”, Luiz Bragança Polastreli.
A proposta também contribui para o trabalho dos professores, que participam de oficinas ministradas pela Ufes para conhecer as novas metodologias, ferramentas e possibilidades de atividades que podem ser adaptadas à realidade das escolas e desenvolvidas com os estudantes.
O professor Luiz Bragança Polastreli, responsável pelos dois laboratórios da rede municipal, atua no desenvolvimento das atividades, na orientação dos estudantes e na articulação das ações do projeto. “Aqui nós desenvolvemos as habilidades dos alunos, despertando a curiosidade deles. Eu recebo o treinamento da Ufes e passo para eles em forma de oficinas, como oficina de robótica, oficina de astronomia, de impressora 3d e lançamento de foguete, por exemplo. É um projeto muito interessante e uma ótima oportunidade para os alunos”, disse ele.
Aprendizagem que vai além da sala de aula
Os resultados do projeto já podem ser percebidos nas oportunidades que os estudantes conquistam ao participar de atividades científicas e educacionais. Entre os destaques está a medalha de prata na Olimpíada Capixaba de Foguetes de Precisão, promovida pela Ufes.
Os alunos também participaram da Feira de Ciências, Inovação e Tecnologia (FECINTEC) 2026 e da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2026. Outra conquista foi o convite para participar da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói, no Rio de Janeiro.
“Todas essas conquistas e oportunidades só são possíveis graças ao trabalho conjunto e ao apoio de diferentes profissionais e setores envolvidos no projeto. Destacamos o importante auxílio do Setor de Programas e Projetos Educacionais da SEME, representado por Mariana, João e Roberto, bem como o apoio dos gestores das unidades escolares: Daniella Lima e Simone Lino, da EMEF Padre Anthonius Lute, e Kevin Alves e Rosangela Maria Borba da EMEF Virgílio Francisco Schwab”, destaca a técnica pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Mariana Brandão.
A secretária municipal de Educação, Luzian Belisario, reforça que os laboratórios ampliam as possibilidades de aprendizagem e aproximam os alunos de áreas como ciência, tecnologia e engenharia.
‘Eles mostram como o uso de ferramentas pedagógicas e recursos tecnológicos pode tornar o ensino mais dinâmico, despertar novos interesses e transformar a curiosidade dos estudantes em experiências concretas de aprendizagem”, diz ela.
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